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quarta-feira, 22 de março de 2017

Leibniz e a Crítica ao Espaço Tota Simul Newtoniano: A Mônada como Causa Imediata do Movimento: 22 Março 2017

A Coordenação do Projeto de Extensão Clinamen - Seminário Permanente de Filosofia convida para mais um evento do Projeto de Extensão, com a palestra Leibniz e a Crítica ao Espaço Tota Simul Newtoniano: A Mônada como Causa Imediata do Movimento", do Professor Mestre Cloves Thiago Dias Freire. A palestra ocorrerá na sala 3 do Curso de Filosofia, às 18 horas.

Resumo da Palestra:

Newton ao postular sua noção de espaço absoluto, com o intuito de superar os entraves da noção cartesiana de movimento, propôs a dissociação ontológica entre espaço e corpo/matéria, tornando o espaço absoluto um referencial inercial para a correta descrição dos corpos em movimento. Entretanto, na opinião de Leibniz, esta noção equivocada de espaço demanda inconsistências metafísicas insolúveis para a filosofia do movimento, pois num espaço indiscernível seria impossível observar a mudança de relação de situação dos corpos. O que implicaria na violação dos princípios leibnizianos da razão suficiente e da identidade dos indiscerníveis. O espaço absoluto seria apenas uma consideração útil, pois o registro da mudança e do movimento não estaria no espaço propriamente, mas intrinsecamente na noção verdadeira de substância ou Mônada. Assim, pretendemos compreender a crítica leibniziana a noção de espaço absoluto newtoniano e sua consequente implicação sobre a determinação das causas do movimento. Como deveremos mostrar, se aceitarmos a noção de espaço absoluto newtoniano como uma teoria consistente, teremos de admitir, como consequência, a impossibilidade da correta determinação do movimento dos corpos, uma vez que num espaço tota simul seria impossível determinar quando um corpo muda de relação de situação com outros corpos.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Apontamentos Pragmáticos do Ceticismo, Apontamentos Céticos em o “Da Certeza”: 22 Fevereiro 2017

A Coordenação do Projeto de Extensão Clinamen - Seminário Permanente de Filosofia convida para mais um evento do Projeto de Extensão, com a palestra “Apontamentos Pragmáticos do Ceticismo, Apontamentos Céticos em o 'Da Certeza'", do Professor de Filosofia da Rede de Ensino do Estado de Alagoas Denis Ricardo da Silva. A palestra ocorrerá no Miniauditório de Filosofia, sala 6, às 18 horas.
Resumo da Palestra:
No sentido mais comum do termo, quando falamos em empirismo ou filósofos empiristas, na maioria das vezes associamos esta caracterização a um momento típico da filosofia moderna, representado por pensadores ilustres desse momento histórico, tais como: John Locke e David Hume. Porém, num sentido precedente ao empirismo moderno, a proposta desse trabalho tem o intuito de trazer à tona uma discussão voltada para um empirismo atrelado ao ceticismo pirrônico, o qual foi desenvolvido aproximadamente no século II d. C. Estabelecido por Sexto Empírico, em uma de suas obras intitulada “Hipotiposes Pirrônicas”, como um dos pontos fundamentais no modo de investigação do Pirronismo. Sob essa perspectiva procuraremos, nas entrelinhas desta abordagem do ceticismo antigo, apontamentos que apresentem um delineamento propício para se estabelecer uma espécie de “Empirismo pragmático”, que, em certa medida, pode estar associado com elementos de ordem cética presentes nas abordagens de base pragmática em o “Da Certeza” de Wittgenstein.  Desse modo, nossa proposta de discussão estará direcionada no sentido de elencar apontamentos pragmáticos no ceticismo de Sexto Empírico e apontamentos céticos em o “Da Certeza”.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Por que Cores são Relevantes para a Filosofia da Lógica?: 8 Fevereiro 2017

A Coordenação do Projeto de Extensão Clinamen - Seminário Permanente de Filosofia convida para mais um evento do Projeto de Extensão, com a palestra “Por que Cores são Relevantes para a Filosofia da Lógica?", do Professor do Curso de Filosofia Marcos Antonio da Silva FilhoA palestra ocorrerá no Miniauditório do curso de filosofia, sala 06, às 18 horas.
Resumo da Palestra:
Cores e sua organização peculiar ensinam ao jovem Wittgenstein que a lógica deveria ser muito mais sofisticada que sua lógica tractariana baseada na poderosa, mas restrita noção de tautologia admitiria. Aqui não se trata, primariamente, de uma questão acerca da natureza das cores, sobre sua subjetividade ou objetividade, mas sim de sua lógica, ou seja,do estatuto próprio de suas exclusões e complementariedades. Como operar com a mútua exclusão de cores? É um erro lógico considerar todas as consequências lógicas como tautologias e todas as exclusões como contradições. Isto só poderia ser justificado por um romântico (e desencaminhador) ideal de análise completa. A organização das cores representa o primeiro grave desafio imposto à filosofia do Tractatus, sobretudo à sua imagem de lógica. Nenhuma noção de um necessário material é aceita ali, com o efeito que toda necessidade deveria ser uma necessidade tautológica. Entretanto, qual é o estatuto de uma proposição como: se um ponto do campo visual é azul, logo não é vermelho? Isto é uma tautologia? Wittgenstein em 1929 mostra uma compreensível insegurança ao tratar deste tipo de proposição como um certo tipo de tautologia. Isto acompanha o seu tratamento de a é vermelho e a é azul como um certo tipo de contradição. Para àquele que só tem um martelo, todo problema parece um prego. A partir de 1929, rapidamente, Wittgenstein começa a chamar este tipo de proposição de regra. Regras que deveriam ser adicionadas ao sistema tractariano, restringindo seu espaço lógico. Mas qual é o estatuto destas regras adicionais? Elas parecem ser necessárias e a priori, mas elas são analíticas? A sua negação engendra uma contradição? Representam um axioma (ad hoc) adicional em um formalismo apenas? São evidência da existência de juízos sintético a priori? São princípios fenomenológicos ou um tipo de lei pragmática? É importante notar que este tipo de pergunta se desloca naturalmente para o estatuto de uma regra ela mesma.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Naturalismo Biológico como Dualismo de Propriedades: 21 Setembro 2016


A Coordenação do Projeto de Extensão Clinamen - Seminário Permanente de Filosofia convida para mais um evento do Projeto de Extensão, com a palestra “Naturalismo Biológico como Dualismo de Propriedades", do Estudante de Graduação em Filosofia Deyvisson Fernandes BarbosaA palestra ocorrerá no Miniauditório do curso de filosofia, sala 06, às 18 horas.
Resumo da Palestra:
Em seus escritos, Searle não economiza palavras quando o assunto refere-se à solução para o famoso problema mente-corpo. Segundo o filósofo, o problema mente-corpo tem uma solução bastante simples, a saber: a mente é um fenômeno biológico como qualquer outro fenômeno. Searle batizou essa solução de naturalismo biológico, uma vez que, segundo ele, as ciências naturais figuram como pano de fundo de sua filosofia. Searle aceita o monismo físico, ou seja, aceita que tudo é formado a partir de partículas físicas fundamentais, e, ao mesmo tempo, defende a irredutibilidade do mental ao físico, ou seja, embora o substrato físico, digamos, o cérebro, produza a mente, esta não é identificada com aquele pelo simples fato de estarmos falando de dois modos de existência diferentes: o modo de existência de terceira pessoa, para o cérebro, e o modo de existência subjetivo, ou de primeira pessoa, para a mente.  A irredutibilidade ontológica acaba exigindo, ao meu ver, uma descrição diferente de qualquer descrição física, em especial a da neurociência. Essa consequência tem como resultado o seguinte: a mente é uma propriedade além (over) e acima (above) da investigação científica. Dado isso, podemos deduzir que a solução que Searle pretende para o problema mente-corpo não está baseada em um ponto vista naturalista, mas em um ponto de vista dualista, em geral, e em um dualismo de propriedades, em particular, logo o naturalismo biológico é um dualismo de propriedades.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

O Mito de Métis e os Princípios do Pensamento Grego: 31 Agosto 2016

A Coordenação do Clinamen – Seminário Permanente de Filosofia – convida toda a comunidade acadêmica para prestigiar a palestra O Mito de Métis e os Princípios do Pensamento Grego, a ser ministrada pelo Professor do Curso de Letras (UFAL) Francisco Jadir Lima Pereira na quarta-feira, dia 31 de agosto, a partir das 18 horas no Miniauditório de Filosofia.

Sobre o Palestrante:
Francisco Jadir Lima Pereira possui Graduação em Letras (2001) e Especialização em Estudos Clássicos (2004) pela Universidade Federal do Ceará; atualmente é aluno do Curso de Mestrado em Estudos Clássicos - Mundo Antigo da Universidade de Coimbra. Atuou como Professor Substituto da Universidade Federal do Ceará (2002-2004); Desde 2005 atua como Professor Auxiliar da Universidade Federal de Alagoas, onde foi Coordenador do Curso de Letras (2006-2008) e ministrou as disciplinas de Língua Latina, Filologia Românica, História da Língua Portuguesa e Introdução aos Estudos Clássico.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O que Motiva o Nominalista? Uma Crítica à Centralidade da Navalha de Ockham na Disputa sobre os Universais: 3 Agosto 2016

A Coordenação do Clinamen – Seminário Permanente de Filosofia – convida toda a comunidade acadêmica para prestigiar a palestra O que Motiva o Nominalista? Uma Crítica à Centralidade à Navalha de Ockham na Disputa sobre os Universais, a ser ministrada pelo estudante do Curso de Filosofia Luiz Henrique da Silva Santos na quarta-feira, dia 3 de agosto, a partir das 18 horas no Miniauditório de Filosofia. 

Resumo da Palestra
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Abordarei a disputa ontológica acerca dos universais apresenta duas correntes teóricas principais. De um lado temos os realistas, que defendem existir as entidades chamadas universais; de outro, nominalistas, que negam tal existência. O nominalismo vem colocar-se como uma crítica e como uma saída ao realismo e aos problemas da maquinaria platônica. O objetivo deste trabalho é elaborar uma crítica à centralidade do princípio de economia conhecido como “Navalha de Ockham” na motivação para o nominalismo, trazendo à tona a circularidade irremediável da teoria realista no que diz respeito à noção de exemplificação. A concepção realista será exposta em linhas gerais, seguida de dois problemas com relação à noção de exemplificação. Posteriormente, será exposta rapidamente a concepção nominalista dita austera. Por fim, serão analisadas possíveis motivações para o nominalismo, distinguindo o princípio de economia de Ockham e analisando a sua centralidade para o empreendimento nominalista.